13.9.03
*-*
Este blog encerra suas atividades por aqui. Definitivamente, nao sei mais como lidar com os acentos aqui e me recuso a escrever sem eles. Pena que eu tambem nao saiba como transferir meus arquivos anteriores todos para meu novo endereco, nem tao novo assim, pois ja o tinha desde agosto do ano passado. De agora em diante passarei a postar por la: http://www.madwoman.blogger.com.br
Se alguem ainda le isso aqui, e meu convidado ou minha convidada a aparecer por la. Apareca, e se souber ou puder me ajudar com a transferencia de arquivos, agradeco.
Este blog encerra suas atividades por aqui. Definitivamente, nao sei mais como lidar com os acentos aqui e me recuso a escrever sem eles. Pena que eu tambem nao saiba como transferir meus arquivos anteriores todos para meu novo endereco, nem tao novo assim, pois ja o tinha desde agosto do ano passado. De agora em diante passarei a postar por la: http://www.madwoman.blogger.com.br
Se alguem ainda le isso aqui, e meu convidado ou minha convidada a aparecer por la. Apareca, e se souber ou puder me ajudar com a transferencia de arquivos, agradeco.
16.7.03
*-*
Os arquivos anteriores eu achei. Alguém pode me explicar como faço pra recuperar a acentuação dos textos em Português?
Os arquivos anteriores eu achei. Alguém pode me explicar como faço pra recuperar a acentuação dos textos em Português?
*-*
Minha mãe sempre me dizia que "o melhor da festa é esperar por ela".
Depende. Às vezes, esperar por algo pode ser horrível, cruel, ou, no mínimo, angustiante.
Na minha idade, me parece terrível ter de esperar por alguma coisa. Tenho andado imediatista há algum tempo. Mas me sinto, agora, obrigada a esperar que a natureza aja fazendo sua parte. Só tenho adiado planos, sonhando acordada com o que ainda está por vir.
Minha mãe sempre me dizia que "o melhor da festa é esperar por ela".
Depende. Às vezes, esperar por algo pode ser horrível, cruel, ou, no mínimo, angustiante.
Na minha idade, me parece terrível ter de esperar por alguma coisa. Tenho andado imediatista há algum tempo. Mas me sinto, agora, obrigada a esperar que a natureza aja fazendo sua parte. Só tenho adiado planos, sonhando acordada com o que ainda está por vir.
9.7.03
*-*
Sorri
Sorri, quando a dor te torturar
E a saudade atormentar
Os teus dias tristonhos, vazios
Sorri, quando tudo terminar
Quando nada mais restar
Do teu sonho encantador
Sorri, quando o sol perder a luz
E sentires uma cruz
Nos teus ombros cansados, doridos
Sorri, vai mentindo a tua dor
E ao notar que tu sorris
Todo mundo ir� supor
Que �s feliz...
Sorri, vai mentindo a tua dor
E ao notar que tu sorris
Todo mundo ir� supor
Que �s feliz...
Smile...
Djavan
Sorri
Sorri, quando a dor te torturar
E a saudade atormentar
Os teus dias tristonhos, vazios
Sorri, quando tudo terminar
Quando nada mais restar
Do teu sonho encantador
Sorri, quando o sol perder a luz
E sentires uma cruz
Nos teus ombros cansados, doridos
Sorri, vai mentindo a tua dor
E ao notar que tu sorris
Todo mundo ir� supor
Que �s feliz...
Sorri, vai mentindo a tua dor
E ao notar que tu sorris
Todo mundo ir� supor
Que �s feliz...
Smile...
Djavan
*-*
Can??es de Rei
Se eu fosse algum rei, fosse o teu senhor
Eu proclamava a tua boca um reinado meu
O teu corpo nu meu santu?rio
Se eu fosse algum rei, teu imperador
Eu ordenava teu cora??o a gostar do meu
Cada dia teu meu calend?rio
Inventava can??es de rei
Conquistava teu amor
Desobedeceria a lei
Revelava quem eu sou
Te mostrava que s? eu sei
Onde tudo come?ou
Inventava can??es de rei
Pra enfeitar o nosso amor
Max Viana
Can??es de Rei
Se eu fosse algum rei, fosse o teu senhor
Eu proclamava a tua boca um reinado meu
O teu corpo nu meu santu?rio
Se eu fosse algum rei, teu imperador
Eu ordenava teu cora??o a gostar do meu
Cada dia teu meu calend?rio
Inventava can??es de rei
Conquistava teu amor
Desobedeceria a lei
Revelava quem eu sou
Te mostrava que s? eu sei
Onde tudo come?ou
Inventava can??es de rei
Pra enfeitar o nosso amor
Max Viana
25.6.03
5.6.03
*-*
N�o tenho mais conex�o de banda larga � internet. Sinal dos tempos bicudos. Estou praticamente desistindo deste blog, como bem o demonstram os posts cada vez mais raros.
N�o tenho mais conex�o de banda larga � internet. Sinal dos tempos bicudos. Estou praticamente desistindo deste blog, como bem o demonstram os posts cada vez mais raros.
22.5.03
*-*
Ahhh, RUDE BOY...
Agora, logo agora, justo agora?
Justo Agora
Eu ouvi dizer
Que voc� assim
Como quem n�o quer nada
Perguntou por mim
Agora
Logo agora
Justo agora
Eu ouvi voc�
Me dizer que sim
Mas era sil�ncio o que se ouvia
Quando dei por mim
Agora
Logo agora
Justo agora
Eu ouvi voc�
Me dizer que sim
Mas era sil�ncio o que havia
Quando dei por mim
Agora
Logo agora
Justo agora
Eu ouvi dizer
Que voc� assim
Como quem n�o quer nada
Perguntou por mim
Adriana Calcanhotto
Ahhh, RUDE BOY...
Agora, logo agora, justo agora?
Justo Agora
Eu ouvi dizer
Que voc� assim
Como quem n�o quer nada
Perguntou por mim
Agora
Logo agora
Justo agora
Eu ouvi voc�
Me dizer que sim
Mas era sil�ncio o que se ouvia
Quando dei por mim
Agora
Logo agora
Justo agora
Eu ouvi voc�
Me dizer que sim
Mas era sil�ncio o que havia
Quando dei por mim
Agora
Logo agora
Justo agora
Eu ouvi dizer
Que voc� assim
Como quem n�o quer nada
Perguntou por mim
Adriana Calcanhotto
*-*
Hoje � dia de Santa Rita da Cascia.
PREGHIERA A SANTA RITA
Sotto il peso del dolore, a Voi, cara Santa Rita, chiamata la Santa degli impossibili, lo ricoro fiducioso di essere esaudito. Liberate, vi prego, il mio povero cuore dalle angustie che l'opprimono e ridonate la calma a mio spirito, ricolmo di affanni. Voi che foste prescelta da Dio per avvocata dei casi pi� disperati, impetratemi la grazia che ardentemente vi chiedo (si esprima la grazia che si desidera). � possibile che io solo non debba sentire l'efficacia del vostro possente patrocinio?
Se sono ostacolo, al compimento dei miei desideri, le mie colpe, ottenetemi da Dio la grazia del ravvedimento e perdono mediante una sincera confessione.
Non permettete che pi� a lungo io sparga lacrime di amarezza. O Signore, premiate la mia grande speranza in Voi, e dovunque far� conoscere le grandi vostre misericordie verso gli animi afflitti.
O Sposa ammirabile del Crocifisso, da cui aveste in dono una delle sue dolorosissime spine nella vostra fronte, aiutatemi a ben vivere e a ben morire.
Tre Pater, Ave e Gloria.
Hoje � dia de Santa Rita da Cascia.
PREGHIERA A SANTA RITA
Sotto il peso del dolore, a Voi, cara Santa Rita, chiamata la Santa degli impossibili, lo ricoro fiducioso di essere esaudito. Liberate, vi prego, il mio povero cuore dalle angustie che l'opprimono e ridonate la calma a mio spirito, ricolmo di affanni. Voi che foste prescelta da Dio per avvocata dei casi pi� disperati, impetratemi la grazia che ardentemente vi chiedo (si esprima la grazia che si desidera). � possibile che io solo non debba sentire l'efficacia del vostro possente patrocinio?
Se sono ostacolo, al compimento dei miei desideri, le mie colpe, ottenetemi da Dio la grazia del ravvedimento e perdono mediante una sincera confessione.
Non permettete che pi� a lungo io sparga lacrime di amarezza. O Signore, premiate la mia grande speranza in Voi, e dovunque far� conoscere le grandi vostre misericordie verso gli animi afflitti.
O Sposa ammirabile del Crocifisso, da cui aveste in dono una delle sue dolorosissime spine nella vostra fronte, aiutatemi a ben vivere e a ben morire.
Tre Pater, Ave e Gloria.
21.5.03
16.5.03
*-*
FOR ME FORMIDABLE
You are the one for me, for me, for me, formidable
You are my love very, very, very, v�ritable
Et je voudrais pouvoir un jour enfin te le dire
Te l' �crire
Dans la langue de Shakespeare
My daisy, daisy, daisy, d�sirable
Je suis malheureux d' avoir si peu de mots
� t'offrir en cadeaux
Darling I love you, love you, darling I want you
Et puis c' est � peu pr�s tout
You are the one for me, for me, for me, formidable
You are the one for me, for me, for me, formidable
But how can you
See me, see me, see me, si minable
Je ferais mieux d'aller choisir mon vocabulaire
Pour te plaire
Dans la langue de Moli�re
Toi, tes eyes, ton nose, tes lips adorables
Tu n'as pas compris tant pis
Ne t'en fais pas et viens-t-en dans mes bras
Darling I love you, love you,
Darling, I want you
Et puis le reste on s'en fout
You are the one for me, for me, for me, formidable
Je me demande m�me
Pourquoi je t'aime
Toi qui te moques de moi et de tout
Avec ton air canaille, canaille, canaille
How can I love you
CHARLES AZNAVOUR
FOR ME FORMIDABLE
You are the one for me, for me, for me, formidable
You are my love very, very, very, v�ritable
Et je voudrais pouvoir un jour enfin te le dire
Te l' �crire
Dans la langue de Shakespeare
My daisy, daisy, daisy, d�sirable
Je suis malheureux d' avoir si peu de mots
� t'offrir en cadeaux
Darling I love you, love you, darling I want you
Et puis c' est � peu pr�s tout
You are the one for me, for me, for me, formidable
You are the one for me, for me, for me, formidable
But how can you
See me, see me, see me, si minable
Je ferais mieux d'aller choisir mon vocabulaire
Pour te plaire
Dans la langue de Moli�re
Toi, tes eyes, ton nose, tes lips adorables
Tu n'as pas compris tant pis
Ne t'en fais pas et viens-t-en dans mes bras
Darling I love you, love you,
Darling, I want you
Et puis le reste on s'en fout
You are the one for me, for me, for me, formidable
Je me demande m�me
Pourquoi je t'aime
Toi qui te moques de moi et de tout
Avec ton air canaille, canaille, canaille
How can I love you
CHARLES AZNAVOUR
12.5.03
*-*
Hoje ouvi Volver a los Diecisiete, com Mercedes Sosa, na R�dio Muda da UNICAMP (para quem n�o sabe, 95,7 no dial).
Cantei junto muitas partes que eu ainda sabia. Chorei. Como eu queria volver a los diecisiete, meu Deus. Foi a melhor �poca da minha tosca vida.
Volver a los Diecisiete
Volver a los diecisiete despues de vivir un siglo
es como decifrar signos sin ser sabio competente
volver a ser de repente tan fragil como un segundo
volver a sentir profundo como un ni�o frente a Dios
eso es lo que siento yo en este instante fecundo
Se va enredando, enredando, como en el muro la hiedra
y va brotando, brotando como el musguito en la piedra
como el musguito en la piedra, ay si, si, si
Mi paso ha retrocedido, cuando el de ustedes avanza
el arco de las alianzas ha penetrado en mi nido
con todo su colorido se ha paseado por mis venas
y hasta la dura cadena con que nos ata el destino
es como un diamante fino que alumbra mi alma serena
Lo que puede el sentimiento no lo ha podido el saber,
ni el mas claro proceder ni el mas ancho pensamiento
todo lo cambia el momento cual mago condescendiente,
nos aleja dulcemente de rencores y violencias
solo el amor con su ciencia nos vuelve tan inocentes
El amor es torbellino de pureza original
hasta el feroz animal susurra su dulce trino
detiene a los peregrinos, libera a los prisioneros
el amor con sus esmeros, al viejo lo vuelve ni�o
y al malo solo el cari�o lo vuelve puro y sincero
De par en par la ventana se abrio como por encanto
entro el amor con su manto como una tibia ma�ana
y al son de su bella diana hizo brotar el jazmin,
volando cual serafin al cielo le puso aretes
y mis a�os en diecisiete los convirtio el querubin
Violeta Parra
Hoje ouvi Volver a los Diecisiete, com Mercedes Sosa, na R�dio Muda da UNICAMP (para quem n�o sabe, 95,7 no dial).
Cantei junto muitas partes que eu ainda sabia. Chorei. Como eu queria volver a los diecisiete, meu Deus. Foi a melhor �poca da minha tosca vida.
Volver a los Diecisiete
Volver a los diecisiete despues de vivir un siglo
es como decifrar signos sin ser sabio competente
volver a ser de repente tan fragil como un segundo
volver a sentir profundo como un ni�o frente a Dios
eso es lo que siento yo en este instante fecundo
Se va enredando, enredando, como en el muro la hiedra
y va brotando, brotando como el musguito en la piedra
como el musguito en la piedra, ay si, si, si
Mi paso ha retrocedido, cuando el de ustedes avanza
el arco de las alianzas ha penetrado en mi nido
con todo su colorido se ha paseado por mis venas
y hasta la dura cadena con que nos ata el destino
es como un diamante fino que alumbra mi alma serena
Lo que puede el sentimiento no lo ha podido el saber,
ni el mas claro proceder ni el mas ancho pensamiento
todo lo cambia el momento cual mago condescendiente,
nos aleja dulcemente de rencores y violencias
solo el amor con su ciencia nos vuelve tan inocentes
El amor es torbellino de pureza original
hasta el feroz animal susurra su dulce trino
detiene a los peregrinos, libera a los prisioneros
el amor con sus esmeros, al viejo lo vuelve ni�o
y al malo solo el cari�o lo vuelve puro y sincero
De par en par la ventana se abrio como por encanto
entro el amor con su manto como una tibia ma�ana
y al son de su bella diana hizo brotar el jazmin,
volando cual serafin al cielo le puso aretes
y mis a�os en diecisiete los convirtio el querubin
Violeta Parra
11.5.03
*-*
Do Belo-Belo
para Manuel Bandeira,
inventor de outros belos.
� mentira dos paisagistas,
quando dizem:
o belo deve ser o grande canion;
as paisagens da tundra gelada;
os coelhos, os alces da plan�cie;
um olho distante,
a mata
em flor.
Belo tamb�m deve ser � tarde rubra
(que eu mesmo cantei,
dos meus pared�es, Ibiapaba,
a serra vasta),
o sol rasgando a montanha,
quando s�escondia
pro outro dia...
Tamb�m belo, o sorriso
da mulher
(ou do homem, conforme)
amada, amado,
que o amor � belo
e ningu�m contesta.
Nenhuma beleza maior,
por�m, do que a dos dois-dentes,
dois,
podem ser os de cima,
podem ser os de baixo,
quatro;
tamb�m pode ser assim, quatro,
ensaiados de um s�rio para um sorriso,
os dentes � ou somente o lugar deles, dentes;
uma gengiva, melhor assim, s� a gengiva,
banguela, ao nascedoiro do que h� de vir �
e a crian�a, e os dois meses
e o seio pleno,
derramado,
pingado, apojado, cheio:
�� meu filho...
A profunda paz de f�mea-m�e,
que a voz e os olhos se transmudam,
se rega�am de multi,
multitons de para�so � deve ser igual �,
e os cherubins
abaixam, tr�mulos, as espadas, deixam-na entrar...
que l�,
por certo, e o sorriso,
um dia fora assim mesmo:
�� m�e,
sou eu, amor.
Soares Feitosa, 1995
Do Belo-Belo
para Manuel Bandeira,
inventor de outros belos.
� mentira dos paisagistas,
quando dizem:
o belo deve ser o grande canion;
as paisagens da tundra gelada;
os coelhos, os alces da plan�cie;
um olho distante,
a mata
em flor.
Belo tamb�m deve ser � tarde rubra
(que eu mesmo cantei,
dos meus pared�es, Ibiapaba,
a serra vasta),
o sol rasgando a montanha,
quando s�escondia
pro outro dia...
Tamb�m belo, o sorriso
da mulher
(ou do homem, conforme)
amada, amado,
que o amor � belo
e ningu�m contesta.
Nenhuma beleza maior,
por�m, do que a dos dois-dentes,
dois,
podem ser os de cima,
podem ser os de baixo,
quatro;
tamb�m pode ser assim, quatro,
ensaiados de um s�rio para um sorriso,
os dentes � ou somente o lugar deles, dentes;
uma gengiva, melhor assim, s� a gengiva,
banguela, ao nascedoiro do que h� de vir �
e a crian�a, e os dois meses
e o seio pleno,
derramado,
pingado, apojado, cheio:
�� meu filho...
A profunda paz de f�mea-m�e,
que a voz e os olhos se transmudam,
se rega�am de multi,
multitons de para�so � deve ser igual �,
e os cherubins
abaixam, tr�mulos, as espadas, deixam-na entrar...
que l�,
por certo, e o sorriso,
um dia fora assim mesmo:
�� m�e,
sou eu, amor.
Soares Feitosa, 1995
*-*
Acredito que nunca fiquei tanto tempo sem postar algo por aqui. E, infelizmente, devo dizer que nada de interessante tenho a dizer. Acho, mesmo, que nunca tive. Apenas imaginei que tivesse.
Acredito que nunca fiquei tanto tempo sem postar algo por aqui. E, infelizmente, devo dizer que nada de interessante tenho a dizer. Acho, mesmo, que nunca tive. Apenas imaginei que tivesse.
28.4.03
*-*
PRECAU��ES IN�TEIS
Quem tapa minha boca
n�o perde por esperar:
o sil�ncio de agora
amanh� � voz rouca
de tanto gritar.
Quem tapa meus olhos
nada esconde de mim.
Sei seu nome e seu rosto,
o lugar em que estou,
sua noite sem fim.
Quem tapa meus ouvidos
me faz escutar mais.
Igualei-me �s muralhas
e o sil�ncio mais fundo
guarda o rumor do mundo.
Quem me quer sem mem�ria
erra redondamente.
Lembro-me de tudo
e, cego, surdo e mudo,
at� do esquecimento.
E quem me quer defunto
confunde ver�o e inverno.
Morto, sou insepulto.
Homem, sou sempre vivo.
Povo, sou eterno.
L�do Ivo
PRECAU��ES IN�TEIS
Quem tapa minha boca
n�o perde por esperar:
o sil�ncio de agora
amanh� � voz rouca
de tanto gritar.
Quem tapa meus olhos
nada esconde de mim.
Sei seu nome e seu rosto,
o lugar em que estou,
sua noite sem fim.
Quem tapa meus ouvidos
me faz escutar mais.
Igualei-me �s muralhas
e o sil�ncio mais fundo
guarda o rumor do mundo.
Quem me quer sem mem�ria
erra redondamente.
Lembro-me de tudo
e, cego, surdo e mudo,
at� do esquecimento.
E quem me quer defunto
confunde ver�o e inverno.
Morto, sou insepulto.
Homem, sou sempre vivo.
Povo, sou eterno.
L�do Ivo
19.4.03
*-*
Total falta de inspira��o. Falta de vontade de entrar na net, ler e-mails, teclar, escrever no blog.
Tem �pocas em que acho isso tudo extremamente sem gra�a e sinto saudade da minha vida antes da internet. Eu lia muito mais. Eu telefonava e via muito mais os amigos de perto em vez de ficar teclando com amigos de longe. Eu ficava muito menos s�
Total falta de inspira��o. Falta de vontade de entrar na net, ler e-mails, teclar, escrever no blog.
Tem �pocas em que acho isso tudo extremamente sem gra�a e sinto saudade da minha vida antes da internet. Eu lia muito mais. Eu telefonava e via muito mais os amigos de perto em vez de ficar teclando com amigos de longe. Eu ficava muito menos s�
*-*
DEMAIS
Todos acham que eu falo demais
E que ando bebendo demais
Que essa vida agitada n�o serve pra nada
Andar por a� bar em bar, bar em bar
Dizem at� que ando rindo demais
E que conto anedotas demais
Que n�o largo o cigarro, e dirijo o meu carro
Correndo, chegando no mesmo lugar
Ningu�m sabe � que isto acontece porque
Vou passar minha vida esquecendo voc�
E a raz�o por que vivo esses dias banais
� porque ando triste, ando triste demais
E � por isso que eu falo demais
E � por isso que eu bebo demais
E a raz�o por que vivo esta vida agitada demais
� por que meu amor por voc� � imenso
O meu amor por voc� � t�o grande
O meu amor por voc� � enorme demais
�NGELA R�-R�
DEMAIS
Todos acham que eu falo demais
E que ando bebendo demais
Que essa vida agitada n�o serve pra nada
Andar por a� bar em bar, bar em bar
Dizem at� que ando rindo demais
E que conto anedotas demais
Que n�o largo o cigarro, e dirijo o meu carro
Correndo, chegando no mesmo lugar
Ningu�m sabe � que isto acontece porque
Vou passar minha vida esquecendo voc�
E a raz�o por que vivo esses dias banais
� porque ando triste, ando triste demais
E � por isso que eu falo demais
E � por isso que eu bebo demais
E a raz�o por que vivo esta vida agitada demais
� por que meu amor por voc� � imenso
O meu amor por voc� � t�o grande
O meu amor por voc� � enorme demais
�NGELA R�-R�
6.4.03
*-*
POEMINHA COM A MAIOR D�VIDA METAF�SICA
Em mat�ria de caras
Tenho uma d�vida fundamental:
A natureza � sempre diferente
Ou n�o consegue fazer igual?
POESIA DE INCOMPREENS�O INFANTIL
A natureza � s�bia
Mas n�o compreende um fato:
Por que s� tem uma m�e
E tanto parente chato?
ESSA CARA N�O ME � ESTRANHA
Vi meu amigo ao longe
E ele tamb�m me reconheceu
Nos aproximamos alegremente
E cada um arrefeceu
Eu vi que n�o era ele
Ele viu que n�o era eu.
MILL�R FERNANDES
POEMINHA COM A MAIOR D�VIDA METAF�SICA
Em mat�ria de caras
Tenho uma d�vida fundamental:
A natureza � sempre diferente
Ou n�o consegue fazer igual?
POESIA DE INCOMPREENS�O INFANTIL
A natureza � s�bia
Mas n�o compreende um fato:
Por que s� tem uma m�e
E tanto parente chato?
ESSA CARA N�O ME � ESTRANHA
Vi meu amigo ao longe
E ele tamb�m me reconheceu
Nos aproximamos alegremente
E cada um arrefeceu
Eu vi que n�o era ele
Ele viu que n�o era eu.
MILL�R FERNANDES
*-*
INGREDIENTES
Uma porta que se abre.
Um homem que ergue o bra�o, o dedo.
Um dedo que se move.
Uma luz que se acende.
Um passo que � dado.
Um sil�ncio que estala.
Um gemido que se ouve.
Uma voz que resmunga.
Um rosto de mulher que se oculta na cama.
Um rosto de homem que se revela no h�lito.
Uma interroga��o que incomoda, feminina.
Uma resposta que n�o satisfaz, masculina.
Uma interroga��o que se repete, feminina.
Uma resposta que agride, masculina.
Um palavr�o que desabafa, feminino.
Um tapa que estala, masculino.
Um grito de dor, feminino.
Um bocejo, masculino.
Eis a receita. E o conto.
S�RGIO TROSS
INGREDIENTES
Uma porta que se abre.
Um homem que ergue o bra�o, o dedo.
Um dedo que se move.
Uma luz que se acende.
Um passo que � dado.
Um sil�ncio que estala.
Um gemido que se ouve.
Uma voz que resmunga.
Um rosto de mulher que se oculta na cama.
Um rosto de homem que se revela no h�lito.
Uma interroga��o que incomoda, feminina.
Uma resposta que n�o satisfaz, masculina.
Uma interroga��o que se repete, feminina.
Uma resposta que agride, masculina.
Um palavr�o que desabafa, feminino.
Um tapa que estala, masculino.
Um grito de dor, feminino.
Um bocejo, masculino.
Eis a receita. E o conto.
S�RGIO TROSS
2.4.03
*-*
"Nos anos de 2001 e 2002, o mundo todo gastou CINCO vezes mais dinheiro
com aperfei�oamento de pr�teses para implante de seios e com Viagra do que
na investiga��o sobre o mal de Alzheimer.
O que se pode prever � que daqui a 30 anos haver� um grande n�mero de
pessoas idosas com seios enormes e ere��es extraordin�rias, mas
incapazes de lembrar para que ambos servem."
"Nos anos de 2001 e 2002, o mundo todo gastou CINCO vezes mais dinheiro
com aperfei�oamento de pr�teses para implante de seios e com Viagra do que
na investiga��o sobre o mal de Alzheimer.
O que se pode prever � que daqui a 30 anos haver� um grande n�mero de
pessoas idosas com seios enormes e ere��es extraordin�rias, mas
incapazes de lembrar para que ambos servem."
1.4.03
*-*
Tenho assistido � segunda temporada do programa The Osbournes na MTV. Ainda tenho pelo OZZY muita admira��o. Quanto � fam�lia dele... Se na primeira temporada me pareceram todos muito f�teis e arrogantes, agora j� n�o me parecem ser apenas isso; pelo contr�rio, acho que se assemelham a pessoas muito, muito tristes, que nem ao menos sabem se divertir e aproveitar a enorme quantia de dinheiro que t�m. Mas, por outro lado, eles t�m se mostrado mais humanizados, menos idiotizados, tendo talvez algumas de suas a��es motivadas pelas emo��es provocadas pela doen�a da Sharon. Tristes epis�dios.
Tenho assistido � segunda temporada do programa The Osbournes na MTV. Ainda tenho pelo OZZY muita admira��o. Quanto � fam�lia dele... Se na primeira temporada me pareceram todos muito f�teis e arrogantes, agora j� n�o me parecem ser apenas isso; pelo contr�rio, acho que se assemelham a pessoas muito, muito tristes, que nem ao menos sabem se divertir e aproveitar a enorme quantia de dinheiro que t�m. Mas, por outro lado, eles t�m se mostrado mais humanizados, menos idiotizados, tendo talvez algumas de suas a��es motivadas pelas emo��es provocadas pela doen�a da Sharon. Tristes epis�dios.
26.3.03
*-*
Neguinho sai de l� dos confins de Itabiboca da Serra pra vir morar em Campinas. Aqui, reclama do clima, do vento, do sistema de transportes, da administra��o municipal, da dor no calo do dedinho. Al�m disso, fica menosprezando os times da cidade que o acolhe. Meu amigo: ou voc� torce pro seu time de v�rzea, o Itabiboquense, com muito orgulho, ou tenha a dignidade de escolher entre o Guarani e a Ponte Preta. Essa hist�ria de torcer pro Cur�ntia, pro Parmera e pro Sum Paulo (time grande que s� ganha) e de ficar provocando campineiro � circunl�quio fl�cido para adormentar bovino.
Neguinho sai de l� dos confins de Itabiboca da Serra pra vir morar em Campinas. Aqui, reclama do clima, do vento, do sistema de transportes, da administra��o municipal, da dor no calo do dedinho. Al�m disso, fica menosprezando os times da cidade que o acolhe. Meu amigo: ou voc� torce pro seu time de v�rzea, o Itabiboquense, com muito orgulho, ou tenha a dignidade de escolher entre o Guarani e a Ponte Preta. Essa hist�ria de torcer pro Cur�ntia, pro Parmera e pro Sum Paulo (time grande que s� ganha) e de ficar provocando campineiro � circunl�quio fl�cido para adormentar bovino.
*-*
O amigo Douglas j� me disse mais de uma vez que me pare�o com a Fernanda Young, uma das apresentadoras do programa Saia Justa, canal GNT. Segundo ele, n�o � na apar�ncia que me assemelho a ela (ainda bem!), mas no jeito de me expressar. Nunca tinha visto o programa e resolvi faz�-lo quarta-feira passada. Assustei-me. Ela � antip�tica, mal-humorada, pedante e masculinizada.
Prefiro quando dizem que me pare�o com a Daniela Escobar...
:-)
O amigo Douglas j� me disse mais de uma vez que me pare�o com a Fernanda Young, uma das apresentadoras do programa Saia Justa, canal GNT. Segundo ele, n�o � na apar�ncia que me assemelho a ela (ainda bem!), mas no jeito de me expressar. Nunca tinha visto o programa e resolvi faz�-lo quarta-feira passada. Assustei-me. Ela � antip�tica, mal-humorada, pedante e masculinizada.
Prefiro quando dizem que me pare�o com a Daniela Escobar...
:-)
25.3.03
*-*
"You know the world is going crazy when the best rapper is a white guy, the
best golfer is a black guy, the Swiss hold the America's Cup, France is
accusing the US of arrogance, and Germany doesn't want to go to war."
"You know the world is going crazy when the best rapper is a white guy, the
best golfer is a black guy, the Swiss hold the America's Cup, France is
accusing the US of arrogance, and Germany doesn't want to go to war."
20.3.03
*-*
Guns and Roses, Metallica, C�lera, Legi�o e at� mesmo Engenheiros do Hava�, al�m de poetas como Vin�cius de Moraes, falaram sobre a GUERRA. Esse tema � f�rtil. Assusta-nos, nos mete medo, nos deixa inseguros, nos deixa indignados, nos faz ver a fragilidade da vida.
Guns and Roses, Metallica, C�lera, Legi�o e at� mesmo Engenheiros do Hava�, al�m de poetas como Vin�cius de Moraes, falaram sobre a GUERRA. Esse tema � f�rtil. Assusta-nos, nos mete medo, nos deixa inseguros, nos deixa indignados, nos faz ver a fragilidade da vida.
*-*
PELA PAZ
Tem viol�ncia em Bruxelas, tem viol�ncia em Moscou
Tem viol�ncia em Nova Iorque e tamb�m no Brasil
Tem vingan�as religiosas, tem vingan�as de ra�as
Tem vingan�as de governos, tenho medo da guerra
Mas quem se importa? Mas quem se importa?
- Eu me importo, eu me importo
Pela paz, pela paz, pela paz em todo o mundo!
Mais o �dio se espalha, mais aumenta a fome
Mais as vidas s�o tiradas de dentro dos homens
S�o mais armas para o mundo, s�o mais filmes violentos
S�o crian�as aprendendo matar ou morrer
Mas quem se importa? Mas quem se importa?
- Eu me importo, eu me importo
Pela paz, pela paz, pela paz em todo o mundo!
C�LERA
PELA PAZ
Tem viol�ncia em Bruxelas, tem viol�ncia em Moscou
Tem viol�ncia em Nova Iorque e tamb�m no Brasil
Tem vingan�as religiosas, tem vingan�as de ra�as
Tem vingan�as de governos, tenho medo da guerra
Mas quem se importa? Mas quem se importa?
- Eu me importo, eu me importo
Pela paz, pela paz, pela paz em todo o mundo!
Mais o �dio se espalha, mais aumenta a fome
Mais as vidas s�o tiradas de dentro dos homens
S�o mais armas para o mundo, s�o mais filmes violentos
S�o crian�as aprendendo matar ou morrer
Mas quem se importa? Mas quem se importa?
- Eu me importo, eu me importo
Pela paz, pela paz, pela paz em todo o mundo!
C�LERA
*-*
A CAN��O DO SENHOR DA GUERRA
Existe algu�m esperando por voc�
Que vai comprar a sua juventude
E convenc�-lo a vencer
Mais uma guerra sem raz�o
J� s�o tantas as crian�as com armas na m�o
Mas explicam novamente que a guerra gera empregos
Aumenta a produ��o
Uma guerra sempre avan�a a tecnologia
Mesmo sendo guerra santa
Quente, morna ou fria
Pra que exportar comida
Se as armas d�o mais lucros na exporta��o?
Existe algu�m que est� contando com voc�
Pra lutar em seu lugar j� que nessa guerra
N�o � ele quem vai morrer
E quando longe de casa
Ferido e com frio o inimigo voc� espera
Ele estar� com outros velhos
Inventando novos jogos de guerra
Que bel�ssimas cenas de destrui��o
N�o teremos mais problemas
Com a superpopula��o
Veja que uniforme lindo fizemos pra voc�
E lembre-se sempre que Deus est�
Do lado de quem vai vencer
O senhor da guerra
N�o gosta de crian�as
O senhor da guerra
N�o gosta de crian�as
Letra e M�sica: Renato Russo
A CAN��O DO SENHOR DA GUERRA
Existe algu�m esperando por voc�
Que vai comprar a sua juventude
E convenc�-lo a vencer
Mais uma guerra sem raz�o
J� s�o tantas as crian�as com armas na m�o
Mas explicam novamente que a guerra gera empregos
Aumenta a produ��o
Uma guerra sempre avan�a a tecnologia
Mesmo sendo guerra santa
Quente, morna ou fria
Pra que exportar comida
Se as armas d�o mais lucros na exporta��o?
Existe algu�m que est� contando com voc�
Pra lutar em seu lugar j� que nessa guerra
N�o � ele quem vai morrer
E quando longe de casa
Ferido e com frio o inimigo voc� espera
Ele estar� com outros velhos
Inventando novos jogos de guerra
Que bel�ssimas cenas de destrui��o
N�o teremos mais problemas
Com a superpopula��o
Veja que uniforme lindo fizemos pra voc�
E lembre-se sempre que Deus est�
Do lado de quem vai vencer
O senhor da guerra
N�o gosta de crian�as
O senhor da guerra
N�o gosta de crian�as
Letra e M�sica: Renato Russo
*-*
GUERREAR
N�S N�O NASCEMOS PRA GUERREAR!
N�S N�O NASCEMOS PRA GUERREAR!
Foram s�bios cientistas a inventar
S�bios projetos para curar
E os governos pra aproveitar
Usaram tudo para GUERREAR!
Foram mortos milh�es de seres humanos
Exterminados como insetos
E toda honra foi pros governos
Que usam pessoas para GUERREAR!
C�LERA
GUERREAR
N�S N�O NASCEMOS PRA GUERREAR!
N�S N�O NASCEMOS PRA GUERREAR!
Foram s�bios cientistas a inventar
S�bios projetos para curar
E os governos pra aproveitar
Usaram tudo para GUERREAR!
Foram mortos milh�es de seres humanos
Exterminados como insetos
E toda honra foi pros governos
Que usam pessoas para GUERREAR!
C�LERA
16.3.03
*-*
SPIK (SIC) TUPINIK
(para Paulo Ver�ssimo)
Rebel without a cause, v�mito do mito
da nova nova nova nova gera��o,
cuspo no prato e janto junto com palmito
o baioque (o forrock, o rockixe), o rock�o.
Receito a seita de quem samba e roquenrola:
Babo, Bob, pop, pipoca, cornflake;
take a cocktail de coco com cocacola,
de whisky e estricnina make a milkshake.
Tem h�bridos morfemas a l�ngua que falo,
meio nega-bacana, chiquita-maluca;
no rolo embananado me embolo, me embalo,
solu�o - hic - e desligo - clic - a cuca.
Sou luxo, chulo e chic, ca�ula e cacique.
I am a tupinik, eu falo em tupinik.
GLAUCO MATTOSO
SPIK (SIC) TUPINIK
(para Paulo Ver�ssimo)
Rebel without a cause, v�mito do mito
da nova nova nova nova gera��o,
cuspo no prato e janto junto com palmito
o baioque (o forrock, o rockixe), o rock�o.
Receito a seita de quem samba e roquenrola:
Babo, Bob, pop, pipoca, cornflake;
take a cocktail de coco com cocacola,
de whisky e estricnina make a milkshake.
Tem h�bridos morfemas a l�ngua que falo,
meio nega-bacana, chiquita-maluca;
no rolo embananado me embolo, me embalo,
solu�o - hic - e desligo - clic - a cuca.
Sou luxo, chulo e chic, ca�ula e cacique.
I am a tupinik, eu falo em tupinik.
GLAUCO MATTOSO
*-*
Poesia como eu entendo
� milagre de escrever:
quase dizer, n�o dizendo
ou n�o dizendo, dizer.
Alonso Rocha
Poesia como eu entendo
� milagre de escrever:
quase dizer, n�o dizendo
ou n�o dizendo, dizer.
Alonso Rocha
12.3.03
*-*
N�o gosto mais de ambiente acad�mico, com aqueles muitas vezes pseudo-intelectuais comentando a pr�-estr�ia do �ltimo filme do Almod�var e arrotando longas elucubra��es sobre o cinema alem�o ou a poesia grega contempor�nea ou o jazz, ou sobre tudo isso junto. Tamb�m n�o gosto de estar com professores que s� falam (mal) da escola e de alunos e s� se queixam da profiss�o. Ora, v� fazer outra coisa da vida... Estar entre a fam�lia muitas vezes me desagrada, j� que � mais por obriga��o do que por op��o. N�o suporto ambiente de academia de esportes, n�o consigo nem conversar com aquela gente extremamente antip�tica que pratica atividade f�sica s� para ver e ser vista. Eu gosto mesmo � de estar entre os poucos - e bons - amigos; gosto de estar com meninas que gostam de meninas e meninos que gostam de meninos; gosto de ir a shows e de estar entre alguns poucos punks que eu conhe�o e que s�o muito gente fina. � isso.
N�o gosto mais de ambiente acad�mico, com aqueles muitas vezes pseudo-intelectuais comentando a pr�-estr�ia do �ltimo filme do Almod�var e arrotando longas elucubra��es sobre o cinema alem�o ou a poesia grega contempor�nea ou o jazz, ou sobre tudo isso junto. Tamb�m n�o gosto de estar com professores que s� falam (mal) da escola e de alunos e s� se queixam da profiss�o. Ora, v� fazer outra coisa da vida... Estar entre a fam�lia muitas vezes me desagrada, j� que � mais por obriga��o do que por op��o. N�o suporto ambiente de academia de esportes, n�o consigo nem conversar com aquela gente extremamente antip�tica que pratica atividade f�sica s� para ver e ser vista. Eu gosto mesmo � de estar entre os poucos - e bons - amigos; gosto de estar com meninas que gostam de meninas e meninos que gostam de meninos; gosto de ir a shows e de estar entre alguns poucos punks que eu conhe�o e que s�o muito gente fina. � isso.
*-*
� uma enorme dificuldade adaptar-se �s mudan�as que ocorrem na vida da gente. � corpo, � cara, � gosto, � at� personalidade que muda... Definitivamente, o tempo � m�quina de fazer monstros, como diz uma amiga minha.
N�o vou me adaptar
Eu n�o caibo mais nas roupas que eu cabia
Eu n�o encho mais a casa de alegria
Os anos se passaram enquanto eu dormia
E quem eu queria bem me esquecia
Ser� que eu falei o que ningu�m ouvia?
Ser� que eu escutei o que ningu�m dizia?
Eu n�o vou me adaptar
Eu n�o tenho mais a cara que eu tinha
No espelho essa cara n�o � minha
Mas � que quando eu me toquei, achei t�o estranho
A minha barba estava desse tamanho
Ser� que eu falei o que ningu�m dizia?
Ser� que eu escutei o que ningu�m ouvia?
Eu n�o vou me adaptar
Arnaldo Antunes
� uma enorme dificuldade adaptar-se �s mudan�as que ocorrem na vida da gente. � corpo, � cara, � gosto, � at� personalidade que muda... Definitivamente, o tempo � m�quina de fazer monstros, como diz uma amiga minha.
N�o vou me adaptar
Eu n�o caibo mais nas roupas que eu cabia
Eu n�o encho mais a casa de alegria
Os anos se passaram enquanto eu dormia
E quem eu queria bem me esquecia
Ser� que eu falei o que ningu�m ouvia?
Ser� que eu escutei o que ningu�m dizia?
Eu n�o vou me adaptar
Eu n�o tenho mais a cara que eu tinha
No espelho essa cara n�o � minha
Mas � que quando eu me toquei, achei t�o estranho
A minha barba estava desse tamanho
Ser� que eu falei o que ningu�m dizia?
Ser� que eu escutei o que ningu�m ouvia?
Eu n�o vou me adaptar
Arnaldo Antunes
